sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um terço dos jovens brasileiros não usa camisinha, diz Unicef

Os jovens no mundo até 25 anos são responsáveis por 40% das novas infecções do vírus HIV

Agência Estado

Quase um terço dos brasileiros entre 15 e 25 anos de idade ainda não usam preservativos em suas relações sexuais. O alerta é da Unicef. Ainda assim, o Brasil está entre os poucos países do mundo que deve conseguir atingir a meta de dar acesso a medicamentos a 80% das crianças e mulheres grávidas com aids até 2010. Os dados da Unicef são de 2006 e fazem parte de um relatório que adverte para os desafios da aids entre as crianças, jovens e mulheres grávidas. Segundo o informe, o número de homens usando preservativo no Brasil aumentou durante a última década. Mas ainda não está em um nível adequado. Em 2002, apenas 59% dos homens diziam usar preservativos.

O alerta da Unicef é de que os jovens no mundo até 25 anos são responsáveis por 40% das novas infecções do vírus HIV. Na América Latina, são 420 mil de jovens contaminados de um total de 6,4 milhões em todo o mundo.

A meta da ONU é de que, até 2010, os governos estejam capacitados para oferecer assistência para 80% das mães em necessidade, acesso a remédios para 80% das crianças e uma queda de mortalidade de crianças aidéticas em 25%. O Brasil é um dos 21 países que está próximo de atingir essas metas, ao lado de Cuba e Rússia.

Segundo a Unicef, 351 mil mulheres grávidas com HIV receberam tratamento no mundo em 2006, 60% a mais que em 2005. Os estudos apontam que 50% das crianças que se contaminam por suas mães morrem antes de completar dois anos de idade.

A ONU também espera novos recursos para que os países atinjam as metas. Em 2007, o mundo gastou US$ $10 bilhões para o combate à Aids. Mas os cálculos eram de que seriam necessários US$ 18 bilhões.

Mulheres têm mais cuidado com a saúde, diz governo

Pesquisa aponta que 43,4% dos brasileiros estão com excesso de peso.
Estudo foi encomendado pelo Ministério da Saúde.

Agência Globo

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde aponta que 43,4% dos brasileiros adultos estão com excesso de peso e o consumo de frutas, verduras e hortaliças é baixo no país. Segundo o Governo federal, apenas 17,7% da população adulta atende as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de comer cinco porções diárias desses alimentos e 29% são sedentários. A conclusão dos pesquisadores é que o brasileiro precisa se preocupar mais com a saúde.

O mapa da saúde foi feito em 26 estados e no Distrito Federal, entre julho e dezembro de 2007, pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado nesta quinta-feira (3).

O Ministério da Saúde informa que o estudo é feito anualmente, desde 2006, com pessoas com mais de 18 anos. "A idéia é, a partir desses dados, basear as políticas públicas de promoção à saúde e prevenção de doenças não transmissíveis", explica a coordenadora do Vigitel, Deborah Carvalho Malta.

Além dos hábitos alimentares e da rotina de exercícios físicos, faziam parte do questionário perguntas sobre tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, proteção contra raios ultravioletas, auto-avaliação do estado de saúde, diagnóstico de hipertensão e diabetes e, para as mulheres, exame de mamografia e preventivo de colo de útero (papanicolau).

Um aspecto importante do levantamento é que, em geral, as brasileiras têm cuidado mais da saúde, pois têm alimentação mais balanceada, fumam menos, são menos sedentárias, bebem menos e têm menos excesso de peso. Veja outros resultados: TabagismoA pesquisadora Deborah afirma que o hábito de fumar está diminuindo entre os brasileiros. A pesquisa apontou que 16,4% dos brasileiros são fumantes.

A capital que mais registra fumantes é Porto Alegre (21,7% da amostra) e o local onde menos se fuma é Salvador (11,5% dos entrevistados se declararam fumantes).

A freqüência de fumantes cai entre homens e mulheres, após os 54 anos de idade, alcançando menor regularidade entre os indivíduos com 65 anos ou mais.

Excesso de peso e obesidadeO excesso de peso, considerado como fator de risco para a saúde, já atinge 43% dos brasileiros, de acordo com o estudo. “A situação é preocupante, o excesso de peso é um fator de risco para doenças do coração, diabetes e outras”, comenta a coordenadora do Vigitel.

Cuiabá concentra a maior parcela de adultos com excesso de peso (49,7%), tanto de homens (57%) adultos como de mulheres (42%). Palmas tem a menor concentração de "gordinhos" (33,4%).
O cruzamento de dados entre excesso de peso, grau de escolaridade e gênero revela que entre homens o maior número de indivíduos acima do peso está entre os de maior escolaridade, já entre mulheres o aumento do peso ocorre quanto menor a escolaridade.

Entre a população de todo o país, 13% estão obesos. Macapá concentra o maior porcentual de pessoas obesas (16%), seguido de Campo Grande (15%). A menor quantidade de obesos está em Palmas (8,8%).

Consumo recomendado de frutas, legumes e verduras (FLV) O consumo recomendado pela OMS é de 400 gramas de frutas, legumes e hortaliças por dia, o que corresponde a cinco ou mais porções. Na maioria das cidades estudadas, observou-se um consumo reduzido dessa quantidade. No país todo, a freqüência foi de 17%. “Precisamos traçar estratégias para aumentar o consumo de frutas e verduras”, sugere a pesquisadora Deborah.

A maior regularidade no consumo desses alimentos foi encontrada em São Paulo (23% dos entrevistados revelaram ter esse hábito). Porto Velho foi a cidade com o menor percentual nesse item (10%).

Consumo de carne com gordura aparentePraticamente um terço da população (ou 32,8%) afirma que consome carne com excesso de gordura aparente. A capital que mais consome esse tipo de alimento é Campo Grande (45%). Já Salvador é o local onde os entrevistados se alimentam menos de carne gorda (23%).

Consumo de leite integral
Mais da metade da população afirma que consome leite integral (53%). A menor ingestão dessa bebida foi verificada em Vitória (42%) e a maior, em Belém (64%). “O consumo de leite em adultos é uma importante fonte de cálcio, mas deve ser incentivada a opção de adotar o uso do leite desnatado, sem gordura, que previne doenças crônicas”, recomenda Deborah. Consumo de refrigerantesA freqüência de adultos que consomem refrigerantes cinco ou mais dias da semana variou de 21% em Aracaju a 38% no Macapá. No país todo 26,7% dos entrevistados bebem refrigerantes. Foi observado também que, quanto maior a escolaridade, menor o consumo de refrigerantes. Atividade física e sedentarismoO Ministério da Saúde afirma que o recomendado é realizar 30 minutos diários de intensidade leve ou moderada em cinco ou mais dias da semana. Mas, entre os brasileiros, apenas 15,5% afirmam que fazem exercícios regularmente. A freqüência varia entre 11,3% dos entrevistados em São Paulo e 20,5%, em Vitória.

A faixa etária dos homens que mais realizam atividades físicas é entre 18 e 24 anos. Entre mulheres, a situação mais desfavorável é encontrada nas faixas etárias extremas, apenas 10% das mulheres jovens e 11% das idosas informam atividade física no lazer.

Já o percentual de sedentários entre os brasileiros adultos é 29%. Nas cidades, o índice de sedentários varia de 25% em Porto Velho a 34% no Recife.

Consumo de bebidas alcoólicasO consumo abusivo de bebidas alcoólicas (considerando cinco doses para homens e quatro para mulheres em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias) atingiu 17,5% no país, segundo a pesquisa.

Os percentuais entre as capitais variaram entre 13,4%, em São Paulo, e 23%, em São Luís. Na maioria das cidades, a ingestão abusiva foi três vezes maior entre os homens na comparação com as mulheres. A partir dos 45 anos, a ingestão de álcool declina progressivamente. A cidade que tem o maior consumo de bebidas seguido de direção é Palmas (4,5% dos entrevistados). A menor freqüência foi registrada no Rio (1%). Em todo o país, o percentual geral foi de 2%.

Auto-avaliação do estado de saúdeCerca de 5% dos brasileiros avaliaram seu estado de saúde como ruim. O mapa da saúde mostrou que Belo Horizonte foi a capital em que menos entrevistados se auto-declararam com a saúde ruim (3,3%). Manaus teve o maior percentual (7,9%). De uma maneira geral, as mulheres tendem a achar seu estado de saúde pior que os homens.

Saúde da mulher
O Ministério da Saúde recomenda o exame de colo de útero (papanicolau) a cada três anos para todas as mulheres com idade entre 25 e 59 anos que apresentaram citologia normal no último exame. O maior percentual de mulheres que realizaram o procedimento nos últimos três anos foi observado em São Paulo (90%) e Porto Alegre (90%) e os menores, em Teresina (68%) e Fortaleza (69%).

Já a mamografia é recomendada para mulheres com idade entre 50 a 69 anos, com o máximo de dois anos entre os exames. A recomendação é anual, a partir dos 35 anos, para as mulheres com histórico familiar de câncer de mama. A maior freqüência de mulheres entre 50 e 69 anos que realizaram esse exame nos dois últimos anos foi observada em Florianópolis (85%), seguido de Vitória (84%) e Porto Alegre (81%). As capitais Boa Vista (52%) e Macapá (54%) são os locais onde menos mulheres fizeram o análise. A cobertura da mamografia aumenta quanto maior for o grau de escolaridade.

Proteção contra raios ultravioletas
Os pesquisadores ainda se preocuparam em relação à proteção contra raios ultravioletas. Foram consideradas medidas de proteção o uso de filtro solar e/ou chapéu, além do limite máximo de 30 minutos de exposição ao sol por dia. Florianópolis é a capital em que os moradores mais se preocupam com o sol (70% deles disseram que se protegem). Do outro lado da lista, está Cuiabá, onde 49,6% dos entrevistados disseram que evitam a luz solar.

Hipertensão e diabetes
A maior quantidade de entrevistados que se disseram hipertensos foi registrada no Rio de Janeiro (27%) e a menor, em Palmas (13,8%).

Já em relação ao diabetes, Natal é a capital onde há maior quantidade de diabéticos autodeclarados (7,5% dos entrevistados). A capital com menor parcela de diabéticos é Boa Vista (1,8%).
Considerando toda a população adulta das capitais estudadas, 5,7% das mulheres referem ter diabetes contra 4,8% dos homens. O diagnóstico da doença se torna mais comum com o aumento da idade.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ato sexual ideal dura de 3 a 13 minutos, diz estudo

Segundo estudo dos Estados Unidos e Canadá, relação entre dez e 30 minutos é 'longa demais'

BBC Brasil

Uma relação sexual satisfatória dura entre três e 13 minutos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Penn State, no Estado norte-americano da Pensilvânia.

A pesquisa contou com a participação de 50 integrantes da Sociedade de Pesquisa e Terapia Sexualdos dos Estados Unidos e Canadá, incluindo psicólogos, médicos, assistentes sociais, terapeutas familiares e enfermeiras. Todos os envolvidos recolheram dados de milhares de pacientes durante décadas.

O estudo, publicado na revista Journal of Sexual Medicine, afirma que um ato sexual "adequado" dura entre três e sete minutos; um "desejável", de sete a 13 minutos; um "curto demais", de um a dois minutos; e um "muito longo", de dez a 30 minutos.

"A interpretação de um homem ou de uma mulher de seu funcionamento sexual, ou o de sua(seu) parceira(o) tem como base crenças pessoais fundamentadas, em parte, nas mensagens da sociedade", afirmaram os pesquisadores. "Infelizmente, a cultura popular atual reforçou estereótipos a respeito das atividades sexuais", acrescenta o estudo.

"E muitos homens e mulheres parecem acreditar na fantasia de um pênis enorme, ereções duras como uma rocha e relações que duram a noite toda", afirmam os autores da pesquisa.
Pesquisas anteriores Pesquisas anteriores indicavam que uma grande porcentagem de homens e mulheres gostaria que a relação sexual durasse meia hora ou mais.

"Esta parece ser uma situação propícia para decepção e insatisfação", afirmou um dos autores da pesquisa, Eric Corty, da Universidade Penn State. "Com essa pesquisa, esperamos dissipar estas fantasias e encorajar homens e mulheres com informações realistas a respeito de relações sexuais aceitáveis, evitando decepções e problemas sexuais."

O estudo também poderá ajudar no tratamento de pessoas que já têm problemas sexuais.
"Se um paciente está preocupado com a duração da relação, estas informações podem ajudar a afastar a preocupação com problemas físicos e fazer com que ele seja tratado, inicialmente, com aconselhamento, ao invés de remédios", disse Corty.

Mulheres que amam demais procuram ajuda em grupos de terapia


Reuniões de grupos anônimos, em todo o país, começam com oração para serenidade.
Psicanalistas concordam que problema está na forma de encarar a vida a dois.

Agência Globo

Amar faz bem, mas amar alguém em excesso, a ponto de esquecer de si mesmo, pode virar um tormento e até uma doença. Para se livrar do problema, mulheres se reúnem em várias cidades do país para fazer uma espécie de terapia em grupo.

Uma estudante, que prefere não se identificar, descobriu no amor excessivo pelo namorado uma doença. "Parece que, sem ele, não tenho outra vida. Parece que anulo a minha vida quando estou com ele", diz ela. O namorado confessou recentemente que tem outra mulher e, mesmo com raiva, a estudante não consegue acabar o relacionamento. "Ele nunca me liga, nunca me dá a atenção que quero, que preciso, nem ao menos me respeita e não consigo sair disso."

A situação é conhecida de muitas outras mulheres. Pelo Brasil todo, existem grupos de mulheres que se reúnem de forma anônima para trocar experiências e tentar mudar comportamentos, em busca de uma vida amorosa mais saudável.

Sem exclusividadeAs reuniões do grupo Mulheres que Amam Demais Anônimas (Mada) sempre começam com uma oração que fala de serenidade, coragem e sabedoria. E a coordenadora do grupo de Curitiba diz que exagerar na dose do amor não é exclusividade de mulheres. "Muitos homens dizem que têm o mesmo problema, mas queria um grupo para homens, que não existe aqui no Brasil."

Psicanalistas concordam que o problema não está no sexo da pessoa, mas na forma de encarar a vida a dois. "Como a gente pode comer bem ou comer mal, a gente pode amar bem ou amar mal", diz o psicanalista Mário Negrão. "Quando a pessoa ama patologicamente, a necessidade do outro vira uma dependência."

Uma jovem que freqüenta as reuniões de grupo diz que, aos poucos, está se curando do vício de amar demais. "Achava maravilhoso brigar para depois se reconciliar, fazer as pazes. Gostava da adrenalina que proporcionava, mas isso ia desgastando o relacionamento", afirma. "Agora, consigo identificar quando estou entrando em momentos doentios. Então, eu respiro e acabo ficando bem."