quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dicas sobre o que pega bem e o que pega mal na hora do abraço


Gesto demonstra afeto e carinho, mas deve ser usado nos momentos adequados.

Consultor de etiqueta comenta o que é mais indicado para cada situação.

Agência Globo

Nesta quinta-feira (22) é comemorado o Dia do Abraço. O gesto demonstra afeto e carinho, mas deve ser usado nos momentos adequados. O G1 conversou com o consultor de etiqueta Fábio Arruda para saber como evitar situações inconvenientes.

“Brasileiro tem mania de querer ser caloroso, mas é preciso lembrar que ninguém vai ser elegante, se não for apropriado”, diz Arruda. Segundo o consultor de etiqueta, há quem considere o abraço invasivo. “Ao abraçar, ocorre o encontro de corpos. Muitas vezes, um beijinho – que é o simples encontrar de duas faces – é mais adequado.” No trabalho De acordo com o consultor de etiqueta, é completamente dispensável. Basta um aceno, um cumprimento por meio de olhares. “Essa mania de querer ficar dando abraços individualmente é desnecessária e faz com que a pessoa perca bastante tempo.”

Em casamentos

Segundo Arruda, a idéia de abraçar a noiva é um absurdo. “As pessoas não se contentam em apenas abraçar. Fazem afagos, pegam no cangote, encostam além da conta. Elas esquecem que a noiva está com um vestidão, gastou um tempo danado fazendo o penteado e maquiagem. Temos que ter consideração e não desmontá-la.”

Em velórios

O consultor de etiqueta considera que o abraço pode valer mais do que mil palavras. “Seguido de um olhar, esse gesto pode ser melhor do que qualquer coisa que você venha a dizer neste tipo de situação.”


Calorosos e efusivos

Manifestações de afeto calorosas, efusivas, por meio de abraços apertados valem para aniversários, reencontros e comemorações. No entanto, não se deve esquecer o grau de intimidade com a pessoa.
“Muita gente se acha íntima de todo mundo, mas nem sempre o mundo se considera seu íntimo. É realmente necessário saber discernir entre aqueles que querem ser abraçados. Um abraço não-correspondido é o mesmo que alguém te dar as costas”, diz Arruda. Amizades perigosasAmigos estão liberados para abraçar. No entanto, é fundamental que exista respeito quando o outro estiver acompanhado pelo cônjuge. Apoiar-se no alicerce de que “somos apenas bons e velhos amigos” não é uma tática válida. Primeiro, porque o (a) acompanhante pode não achar a mínima graça, no (a) amigo (a) esbanjando afetuosidade.

“Nessa hora, também vale o jogo de cintura. A pessoa deve deixar claro que está acompanhada, sem perder o bom humor. Tem muitos caras e meninas que chegam abraçando por pura questão de provocação. O respeito não deve ser deixado de lado”, afirma o consultor de etiqueta.

Ex

Assim como o amigo, o ex também pode causar saia-justa, ainda mais quando quer tentar uma reaproximação. Se a pessoa já estiver em outra, o melhor é se afastar. “Não se abraça pessoa acompanhada”, diz Arruda.

Primeiro encontro Seguindo o critério de que você deve abraçar pessoas com quem já tem o mínimo de intimidade estabelecida, a recomendação é não abraçar logo no primeiro encontro, com os sogros, por exemplo.

“Caso sua sogra for te abraçar, retribua. Se ela está demonstrando afeto, nada pior que ignorar”, afirma Arruda.

Cantada

Segundo o consultor, muitas pessoas usam o abraço como forma de demonstrar segundas intenções. Dessa forma, acabam apelando para o abraço-agarro, que costuma ser mais apertado. “Depois de uma terceira tentativa, se a pessoa não conseguir o que pretende, é bom partir para outra tática”, diz.


Casais

Casais apaixonados devem ter bom senso. O hábito de andar abraçados não é conveniente em qualquer lugar. “Por exemplo, em um parque espaçoso não há problema, mas em um shopping lotado no fim de semana, os casais andando abraçados parecem querer formar uma nova Muralha da China. Eles podem fazer o favor de se desgrudar para liberar a circulação.”


Virtual

Muitas pessoas têm mania de terminar o e-mail com a palavra “abraço” ou a versão econômica “abs”.
“Você só deve escrever ‘abraço’ se é uma pessoa que você realmente abraçaria no mundo não-virtual. Caso contrário, não escreva”, diz Arruda. Na opinião dele, a linguagem virtual não é bem-vinda. Nada de ‘bjs’, ‘abs’, ‘att’.

Despedida

Na hora de se despedir em eventos em que há muita gente, não é fundamental se despedir de um por um. Mas, segundo o consultor de etiqueta, não é nada elegante falar em voz alta “Tchau, gente. Aquele abraço. Tudo de bom, hein?!”. Para Arruda, basta falar tchau. “Se você decidiu não dar abraço em ninguém, não precisa dizer algo que você não deseja fazer.”

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A nova moda é barriga negativa

Ela é reta, sem gordura e rígida, mas sem os músculos aparentes da famosa "tanquinho"
Agência Estado

Depois da barriga tanquinho, agora é a vez da barriga negativa. A primeira, marcada pelos gomos aparentes, talhados por suados exercícios de hipertrofia, vem perdendo lugar na preferência das mulheres, que se esfalfam nas academias para terem o abdome de modelos como Gisele Bündchen e Raica. A barriga deve, sim, ser forte, mas reta, sem nenhum vestígio de gordura, tanto que o estômago chega a se curvar um pouco para dentro - daí o nome de barriga negativa.

"Hoje as mulheres desejam uma aparência mais feminina", diz Saturno de Souza, de 42 anos, diretor da Bio Ritmo Academia. "Se você fala em hipertrofia, ou seja, de treinos com anilhas e pesos, as alunas querem sair correndo." E não é por causa do esforço.

"Faço academia cinco vezes por semana. Meu treino é puxado. Corro na esteira e faço abdominais três vezes por semana, e musculação e alongamento, todos os dias", diz a estudante de Fisioterapia, Caroline Quaglio, de 21 anos, que treina para ter a barriga negativa. "Dou duro, mas não quero barriga musculosa como a de homem."

Os exercícios aeróbios - correr, andar de bicicleta ou nadar - são importantes no processo. "Por uma questão genética, a mulher tem mais gordura do que o homem", diz Mauro Guiseline, diretor do Instituto de Pesquisa Runner. "A dica é praticar algum exercício aeróbio de três a quatro vezes por semana, mas sempre alternando o treino. Num dia, o ritmo é mais intenso, no outro, mais relaxado. Se quiser um resultado rápido, pratique todos os dias."

ALIMENTAÇÃO
É necessário controlar a quantidade e a qualidade da comida no prato. "A primeira medida é diminuir a ingestão de carboidrato, que preferencialmente deve ser ingerido meia hora antes do treino", diz Guiseline. "Nessa hora, o carboidrato ajuda: dá mais energia para o treino e não engorda. Mas nem pensar em comer pão de queijo ou outros alimentos de farinha branca. Eles se transformam em açúcar muito rápido. Prefira produtos integrais."

Os especialistas evitam usar a palavra dieta para que os alunos não pensem em regimes malucos à base de atum e batatas, por exemplo. "Quem treina precisa comer bem. E isso quer dizer ingerir fibras, vegetais, carnes magras e fruta, desprezando a gordura, sempre que possível", explica Guilherme Moscardi Monteiro, coordenador do departamento aquático da Reebock Sport Club, da Vila Olímpia.

Na hora de fazer os abdominais específicos (leia quadro de dicas), é fundamental tomar cuidado com a forma de executá-los. "Praticar abdominais com a respiração bloqueada, com apnéia, é um erro freqüente. O efeito é contrário, e a barriga fica dilatada", diz Souza.

Os trabalhos chamados de bodymind também são indicados. "Entre eles, o pilates, que exercita o assoalho pélvico, um conjunto de músculos que segura intestino e vísceras", diz Fernando Recco, de 44 anos, um dos sócios da Academia Pilates Studio Fit. "Abdome é a base para a execução de praticamente todos os exercícios do pilates. Isso quer dizer que, mesmo quando você exercita o braço, de tabela trabalha a barriga."

DICAS
Abaixo, o professor Mauro Guiseline indica 5 tipos de abdominais, executados sempre em três séries de 20 repetições, intercalados com descansos de 45 segundos. Já nos exercícios de isometrias é mais importante a permanência (de 20 segundos) do que a repetição (de 3 a 5).

1. Deitado num colchonete, com as pernas flexionadas, eleva-se o tronco com as mãos cruzadas atrás da cabeça. É o abdominal mais básico

2. Este é igual ao básico, mas com rotação do tronco na subida. O cotovelo direito vai em direção ao joelho esquerdo e o cotovelo esquerdo em direção ao joelho direito (3 séries para cada lado)

3. O tronco fica fixo no chão. Puxam-se os joelhos em direção ao abdome, tirando o quadril do colchonete. As pernas voltam flexionadas para o chão

4. A prancha é exercício de isometria. Com a barriga para baixo, apóiam-se os dois antebraços, estendendo-se as pernas, apoiadas nas pontas dos dedos dos pés. Fique assim por 20 segundos.

5. Para a prancha lateral, fique de lado. Eleve o corpo, apoiando o peso no antebraço e nos pés. Permanência de 20 segundos.