terça-feira, 20 de maio de 2008

Novo método de emagrecimento visa o lado emocional

Verônica Pacheco

Obesidade: atualmente descrita como uma doença ou causadora de. Infelizmente, a recíproca é verdadeira. Cada vez pesquisas comprovam que a obesidade é a grande causadora de sérios problemas para as pessoas.

Pressão alta, diabetes, doenças no coração e infarto, são alguns principais e preocupantes problemas que ela pode causar.

Além de efeitos físicos, o sofrimento emocional é também uma das partes mais dolorosas desse processo, principalmente pela importância que a sociedade impõe atualmente sobre a beleza do corpo: O corpo magro!

O fato é que a maioria das pessoas que sofrem com problemas de peso já passaram pela clássica situação do efeito sanfona, criando assim uma questão fatal: porque será que é tão difícil manter-se magro?

A resposta para isso vem de um importantíssimo fator. Todo um comportamento alimentar envolve questões físicas e emocionais, sendo um dos mais difíceis de mudar, contribuindo desta forma, com os freqüentes fracassos das dietas.

Hoje, existem métodos especializados para esse tipo de readaptação. O programa de Reeducação Afeto-Cognitivo do Comportamento Alimentar (o RAFCAL) é um tratamento personalizado para atender aos aspectos comportamentais relacionados ao sobrepeso e obesidade.

De acordo com a psicóloga Silvia Luciana Kotaka, o foco desse programa é o emocional, onde o próprio paciente se tornará autor de seu emagrecimento, aprendendo a se responsabilizar pelo processo e deixar de pensar que é a gordura que se apropria dele, sem que ele seja sujeito disso.

Com isso, a idéia é que a pessoa crie um comportamento magro, em que ela não utilize de comida para compensar sentimentos – como o cansaço, estresse, solidão, raiva, entre outros – sejam eles bons ou maus.

Luciana ainda exemplifica: "Muitas pessoas não colocam seus sentimentos para fora, e acabam engolindo tudo o que vêem pela frente, pela necessidade de sentir-se aliviada, compensada, feliz. Partindo desse ponto, a psicologia pode contribuir para que as pessoas emagreçam, visando que nesse programa o principal fator é o lado emocional.

Serviço: Silvia Luciana Kotaka – Psicóloga Clínica – CRP-08/06502-1
Endereço: Rua Desembargador Otávio do Amaral, 457 - Champagnat
Telefone(41) 3206-6717 / 9113-1212
Email:lucianakotaka@uol.com.br

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Mulheres têm voz mais sexy durante ovulação, diz estudo

Hormônios sexuais influenciam na voz, tornando-a mais atraente.

BBC Brasil

As mulheres ficam com a voz mais sexy quando estão no período fértil, segundo apontou uma pesquisa realizada por especialistas americanos.

Os cientistas, da Universidade Estadual de Nova York, gravaram mulheres contando de 1 até 10 em quatro fases diferentes do ciclo menstrual.

Posteriormente, eles tocaram as gravações aleatoriamente para estudantes dos sexos masculino e feminino e pediram que apontassem as vozes mais atraentes.

O estudo mostrou que as vozes com timbre mais alto foram indicadas pelos estudantes como as mais sexy.

Os cientistas se surpreenderam ao descobrir que as vozes escolhidas pelos voluntários foram gravadas durante a ovulação, período em que a mulher libera o óvulo para ser fecundado.

Na avaliação do pesquisador Gordon Gallup, os hormônios sexuais podem alterar o funcionamento da caixa vocal, ou laringe, mesmo que as mudanças sejam muito sutis.

"Precisamos aprofundar as pesquisas sobre os mecanismos biológicos que estão por trás dessas pequenas alterações, mas as evidências sugerem que o impacto dos hormônios na laringe seja a fonte das mudanças", disse o pesquisador.

Ainda que sutis, afirmam os especialistas, as alterações na voz das mulheres são detectadas pelos homens, que podem considerá-las mais atraentes em algumas épocas do mês sem entender por que.
O estudo, publicado originalmente pela revista especializada Human Evolution and Behavior, foi reproduzido pela New Scientist.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

TPM: inimiga número um das mulheres

Sintomas do mal atingem milhares de mulheres

Toda Comunicação

No mundo moderno, as mulheres conquistam seu espaço com muito esforço e determinação. Afinal, sua rotina não é fácil. Acordar cedo, deixar os filhos na escola, ir trabalhar, fazer faculdade, deixar a casa em ordem. É a famosa dupla jornada.

Alguns homens ajudam neste turbulento cotidiano, mas são raras exceções. E além do dia-a-dia corrido, as mulheres ainda lidam com outro empecilho: a tensão pré-mestrual (TPM). Podendo aparecer de duas semanas a até dois dias antes da menstruação, a TPM atinge 80% das brasileiras, segundo pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Centro de Pesquisa em Saúde Reprodutiva de Campinas (Cemicamp), com o apoio da Bayer Schering Pharma.

São mais de 120 sintomas relacionados que a mulher pode sentir. Entre eles dores de cabeça, retenção de líquidos, irritabilidade e inchaço nas mamas.

De acordo com a médica ginecologista Ângela Carvalho, "todas as mulheres em idade fértil convivem com as alterações bioquímicas nos níveis dos hormônios sexuais, como o estrógeno e a progesterona, responsáveis pela instabilidade feminina no período", e completa: "outros fatores podem desencadear a síndrome, como pré-disposiçao genética", afirma.

Confira abaixo algumas dicas da Dra. Ângela para aliviar os sintomas da TPM:

Algumas técnicas podem ser benéficas para a saúde da mulher como a acupuntura e a meditação.
A homeopatia é uma boa dica, pois atua de forma individualizada na mulher.
Remédios fitoterápicos também auxiliam. Ervas como a valeriana, passiflora e sabugueiro têm propriedades calmantes. Já a erva de São João é indicada para os casos de depressão.
Vitaminoterapia: a medicina molecular também é de grande ajuda. O apoio com suplementos de vitaminas (indicados pelo médico) atuam como inibidores de alguns sintomas. Por exemplo, a vitamina A tem efeitos diuréticos e é indicada para mulheres que retém muito líquido. A B6 eleva a produção de serotonina, responsável pelo bem-estar e a vitamina E reduz as dores nos seios.
A alimentação também influencia no ciclo menstrual. Refeições balanceadas são grandes aliadas nesse período. A Dra. Ângela Carvalho lista uma série de alimentos que podem melhorar os sintomas da TPM.

Outras dicas da Dra. Ângela:
Alimentar-se com um menu balanceado que contenha: carboidratos, uma porção a cada três horas (pães, batatas, massas, aveias e arroz), pois ele faz a mulher se sentir melhor. Os oléos do ômega 3 e 6 reduzem a irritabilidade e dores nas mamas, é encontrado em peixes como o atum. Frutas como o abacaxi ajudam a reduzir a perda de sangue em excesso. A vitamina B6 (presente no fígado de boi), nozes, aveia e banana reduzem as dores de cabeça e a irritação. A vitamina E previne as cólicas, e são encontradas em castanhas, azeitonas, óleo de soja, milho e agrião.
Evitar doces. Dê preferência ao cacau em pó ou amargo, evitando sempre o excesso.
Beba bastante água. Sempre. Quem tende a ficar deprimida pode ainda aproveitar estimulantes naturais como o café e o guaraná. Bebidas alcoólicas nem pensar.

Dra. Ângela Carvalho, CRM 11060Email:
angelacarvalho@onda.com.brConsultório: Rua XV de Novembro, número 2913, Alto da XV, Curitiba-PR

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Imagens sensuais 'estimulam homens a arriscar mais dinheiro'

Pesquisa diz que estímulos visuais afetam comportamento dos homens.

BBC Brasil

Um estudo realizado por cientistas americanos sugere que imagens sensuais podem afetar o comportamento dos homens nas decisões financeiras e fazer com que eles arrisquem mais dinheiro.
De acordo com o estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicado na edição desta semana da revista científica NeuroReport, as imagens sensuais estimulam a atividade no núcleo accumbens- área do cérebro responsável pela sensação de prazer e recompensa.

A pesquisa indica que a estimulação desta área afeta as decisões financeiras tomadas pelos homens imediatamente após serem estimulados visualmente com as imagens sensuais e eróticas.

Estímulo Para estabelecer os resultados, os cientistas submeteram um grupo de estudantes universitários heterossexuais a exames de ressonância magnética para verificar a atividade do cérebro quando eram expostos a três grupos de imagens, cada um correspondente a um tipo de estímulo visual.

O primeiro grupo, utilizado para criar estímulos positivos, continha imagens de mulheres sensuais e cenas eróticas, enquanto o grupo feito para criar estímulos negativos era composto por imagens de cobras e aranhas. Os cientistas incluíram também imagens como objetos de papelaria - como grampeadores, réguas, etc - relacionados a estímulos considerados "neutros".

Como parte da pesquisa, logo após serem expostos a cada uma das imagens, os voluntários tinham que fazer uma aposta. O montante variava entre US$ 0,10 e US$ 10. Depois de comparar a quantia apostada por cada voluntário e a imagem que estimulou a aposta, os cientistas verificaram que o estímulo visual positivo influenciou os homens a fazerem apostas mais altas.

"A descoberta mais interessante, do ponto de vista econômico, é que estes estímulos positivos, apesar de não estarem relacionados diretamente com a aposta, influenciam o comportamento na hora de arriscar o dinheiro", disse Brian Knutson, que liderou a pesquisa.

De acordo com o estudo, os resultados ajudam a esclarecer quais os apelos emocionais e visuais podem ser eficazes em diversas áreas como publicidade, política e nos jogos de sorte.

"Em um cassino, por exemplo, as pessoas usam roupas sensuais, há luzes, música, bebidas alcoólicas e outros estímulos que não estão necessariamente relacionados com as apostas. Mas estas são pistas que podem encorajar os riscos financeiros e fazer com que as pessoas gastem mais", explicou Knutson.

O cientista ressaltou ainda que há muita pesquisa a ser feita para decifrar os efeitos do estímulo visual no comportamento. Segundo ele, o próximo passo do estudo será analisar o comportamento das mulheres quando estimuladas visualmente.

domingo, 6 de abril de 2008

Pés de valsa


Com programação de segunda a domingo, os bailes voltados para a terceira idade revelam cenas de alegria

Agência Estado

"Depois que passei a freqüentar bailes, minha vida mudou", conta Celestina Liberatti de Oliveira, de 74 anos. "Quando enviuvei, só chorava em casa, entrei em depressão e fiquei doente. Um dia, uma inquilina minha me convidou para conhecer um baile, gostei tanto que saímos de lá às 4 da madrugada. Nunca mais parei e minha saúde está ótima." O discurso é comum entre os freqüentadores dos tradicionais bailes da terceira idade, ou melhor, bailes "nostalgia", como muitos preferem chamar. Há vários pela cidade, com programação de segunda a domingo.

Dançar, para Celestina, é sagrado. Todas as quintas-feiras e nos fins de semana, ela bate ponto no Club Carinhoso, no Ipiranga. Faz isso há 19 anos. A aposentada já circulou também por outros lugares de dança. Foi no dois-pra-lá-dois-pra-cá que fez algumas amizades, como Dina da Silva Batista, de 65 anos, outra que conseguiu levantar e sacudir a poeira após a morte do marido.

Dina conheceu até um senhor, que virou seu namorado. Mas, por causa dos bailes, surgiram vários desentendimentos e o romance acabou. "Ele queria dançar sozinho, como eu não aceitava, acabava indo sem ele também, para provocá-lo", confessa Dina. "Algumas vezes nos encontrávamos sem querer em um mesmo baile... Depois de cinco anos, cansei e não quis mais saber." Embalada pela banda que toca ao vivo bolero, valsa e outros estilos musicais, Dina desliza pelo salão sempre que é convidada por algum cavalheiro. Feliz, sempre agradece a Deus por esses momentos que a fazem esquecer dos problemas e se divertir para valer.

No dia da reportagem, o cavalheiro em questão era Albertino Chirrelli, de 78 anos. Mais um viúvo, só que recente. "Venho aqui para espairecer, para não ficar com a cabeça ruim dentro de casa e com dor na coluna de ficar sentado vendo televisão", pondera o aposentado. "Costumo dançar com minhas conhecidas do baile. Só não tiro (para dançar) as grã-finas, porque elas gostam de escolher muito e é chato levar um não."

Edna Cabral, de 62 anos, encontrou seu par em um salão de baile: o pé de valsa Fernando Assumpção, de 67. Agora vivem sob o mesmo teto. Separada, Edna redescobriu a dança depois que a filha ficou moça e ela passou a ter tempo disponível para sua própria diversão. Ele aprendeu os primeiros passos quando ainda era moleque, num dos lugares mais tradicionais da cidade, o União Fraterna.

Certa tarde - os bailes geralmente acontecem de dia -, Edna estava sentada com uma amiga em uma das mesas do Club Piratininga quando viu Fernando dando seus passos no salão. "Estava inspirada naquele dia, então, me levantei e o chamei para dançar apenas com um gesto", lembra. "Foi uma ousadia que deu certo. Começamos a sair, até que fomos morar juntos. Após anos sozinha, voltada só para o trabalho e para a criação da minha filha, redescobri a sexualidade. Me senti mulher novamente."

Fernando confessa que, depois de ter se separado da primeira esposa, teve vários romances com "bailarinas" - título dado àquelas que sabem dançar muito bem. Mas defende-se logo em seguida: "sou um homem que vai ao baile, não um homem de baile, daquele tipo viciado e mulherengo, embora tenha conhecido minhas namoradas dançando. Fui convidado para participar como figurante do filme Chega de Saudade, mas, como a Edna é ciumenta, não deixou", brinca Fernando, que é dono de uma oficina de funilaria.

Chega de SaudadeO longa-metragem, que estreou no último mês, dirigido por Laís Bodanzky , revela várias histórias que acontecem em um salão de baile. As filmagens foram realizadas no União Fraterna, que, para isso, passou por uma grande reforma. Antes mesmo do filme entrar em cartaz, a trilha sonora, com as canções mais tocadas nos salões, causou frisson no mercado.

Só mesmo quem conhece um salão de baile sabe como as situações são pitorescas. Acompanhar as piruetas de senhores e senhoras bailando, assim como as produções caprichadas, conhecer as histórias de habitués, ouvir uma boa banda tocando clássicos... é realmente fascinante.

Embora pessoas mais velhas sejam maioria, há também jovens, como a consultora de vendas Rose Lima, de 29 anos, que sempre se veste a caráter para tais ocasiões. "Adoro dançar e ouvir músicas antigas, já discotecas de hoje, com aquelas músicas eletrônicas 'putz-putz', eu detesto", diz a moça. "O astral daqui é muito bom, gosto de ver o pessoal na pista. Quando venho aqui, passo a semana inteira bem." Numa mesa do Club Homs, estavam reunidas três gerações: a própria Rose, seu namorado, o empresário José Augusto Paes, de 50 anos, e sua sogra, a viúva Dirce, de 72.

José começou a freqüentar os salões por causa da mãe. Os dois vão sempre juntos às "domingueiras" dançantes e, há pouco mais de um ano, ele leva também sua namorada. "Conhecer alguém que gosta de dançar, de bailes, ainda mais sendo nova, foi um acontecimento singular", fala o empresário. Como muitas que freqüentam os bailes, Dirce se recente da falta de cavalheiros que a tire para dançar, em meio a um mar de mulheres sozinhas e disponíveis.

Para não ficar sentada, ela lança mão dos "personals": dançarinos - jovens, bem-vestidos, cheirosos e educados - que cobram para dançar com as damas. "Às vezes, pago R$ 10,00 para cada seleção, que inclui cinco músicas. Mas há quem pague até R$ 60,00 para ter à disposição um dançarino durante todo o baile. Tem dois aqui que são os meus preferidos", fala Dirce, enquanto mostra um garoto de, no máximo, 20 anos. Há ocasiões em que as mulheres levam os garçons do Club Homs também para a pista - único lugar que oferece essa "cortesia". Para tal, a equipe tem aula de dança com os personals, antes de abrir as portas do salão.

Sempre acompanhada pelo marido, a executiva de Recursos Humanos, Márcia Silva, é uma das belas cinqüentonas que batem cartão no baile. "Estamos casados há 29 anos. A dança nos aproxima e resgata o romance", observa Márcia.

No ano passado, ela foi eleita a Miss Elegância do Club Homs. Pudera, a cada domingo, aparece com um modelito novo. "É um ritual que valorizo, não tem graça vir aqui desarrumada. "

Jovens que bebem demais podem prejudicar memória, diz estudo

Estudo britânico diz que beber muito álcool de uma vez só prejudica cérebro.

BBC Brasil

Adolescentes que ingerem grandes quantidades de bebidas alcoólicas de uma só vez correm risco de sofrer problemas de memória dias depois e os efeitos podem permanecer no longo prazo, segundo um novo estudo britânico.

Os pesquisadores das universidades de Northumbria e de Keele afirmaram, durante uma conferência da British Psychological Society, que o hábito pode ser prejudicial para cérebros que ainda estão se desenvolvendo.

O estudo comparou a memória de jovens entre 17 e 19 anos, divididos em dois grupos. O primeiro era formado por adolescentes que bebiam, em média, 15 unidades de álcool em uma só noite, o equivalente a 11 doses de uísque de 35 ml, duas vezes por semana. O segundo grupo reunia jovens que não bebiam exageradamente.

Os adolescentes foram testados três a quatro dias depois da última vez que haviam bebido, para que seus organismos estivessem livres do álcool.

Vídeo Os voluntários responderam perguntas sobre a freqüência com que esqueciam de realizar tarefas que haviam planejado, como se encontrar com amigos.

Além disso, eles receberam uma lista de coisas que deveriam fazer ao assistir a um vídeo, como enviar uma mensagem de texto a um amigo quando a imagem de uma determinada loja aparecesse na televisão ou checar suas contas bancárias quando vissem uma pessoa sentar em um banco no vídeo.
"Não encontramos diferenças entre o grupo que bebia e o que não bebia no teste dos questionários, mas, na hora do vídeo, os adolescentes que bebiam muito se lembraram de menos tarefas que os demais", disse o pesquisador Thomas Heffernan.

"Apesar de, segundo seus próprios relatos, eles terem boa memória, eles não foram bem no teste do vídeo", acrescentou Heffernan. "Os jovens que bebem em excesso se lembraram de 30% menos itens, uma diferença significativa."

Segundo o pesquisador, é possível que regiões do cérebro como o córtex pré-frontal ou o hipocampo tenham sido afetadas.

"Há evidências de que álcool em excesso, particularmente quando ingerido em curtos espaços de tempo, danifica partes do cérebro responsáveis pela memória do dia-a-dia", afirma Heffernan.
"Esses adolescentes podem não só estar prejudicando sua memória, mas - se os cérebros deles ainda estiverem em formação - podem estar criando problemas para o futuro", concluiu.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um terço dos jovens brasileiros não usa camisinha, diz Unicef

Os jovens no mundo até 25 anos são responsáveis por 40% das novas infecções do vírus HIV

Agência Estado

Quase um terço dos brasileiros entre 15 e 25 anos de idade ainda não usam preservativos em suas relações sexuais. O alerta é da Unicef. Ainda assim, o Brasil está entre os poucos países do mundo que deve conseguir atingir a meta de dar acesso a medicamentos a 80% das crianças e mulheres grávidas com aids até 2010. Os dados da Unicef são de 2006 e fazem parte de um relatório que adverte para os desafios da aids entre as crianças, jovens e mulheres grávidas. Segundo o informe, o número de homens usando preservativo no Brasil aumentou durante a última década. Mas ainda não está em um nível adequado. Em 2002, apenas 59% dos homens diziam usar preservativos.

O alerta da Unicef é de que os jovens no mundo até 25 anos são responsáveis por 40% das novas infecções do vírus HIV. Na América Latina, são 420 mil de jovens contaminados de um total de 6,4 milhões em todo o mundo.

A meta da ONU é de que, até 2010, os governos estejam capacitados para oferecer assistência para 80% das mães em necessidade, acesso a remédios para 80% das crianças e uma queda de mortalidade de crianças aidéticas em 25%. O Brasil é um dos 21 países que está próximo de atingir essas metas, ao lado de Cuba e Rússia.

Segundo a Unicef, 351 mil mulheres grávidas com HIV receberam tratamento no mundo em 2006, 60% a mais que em 2005. Os estudos apontam que 50% das crianças que se contaminam por suas mães morrem antes de completar dois anos de idade.

A ONU também espera novos recursos para que os países atinjam as metas. Em 2007, o mundo gastou US$ $10 bilhões para o combate à Aids. Mas os cálculos eram de que seriam necessários US$ 18 bilhões.